O câncer e o terreno

Alguns Autores afirmam que uma pessoa em cada quatro irá sofrer de câncer. Outros vão além e estimam que esse número é maior: uma para três pessoas. E um em cada quatro pacientes irá morrer da doença.

Por qual razão essa moléstia vem aumentando numa progressão geométrica, principalmente após a segunda guerra mundial?

Se nos países asiáticos a incidência de câncer – de mama, do cólon, de próstata… – é de sete a setenta vezes menor, deve haver algo de errado em nossa maneira de viver, em nossos hábitos alimentares, em nosso ambiente, em nossas relações com a natureza e com as pessoas, que contribuem favoravelmente para o agravamento dessa epidemia.

Várias pesquisas e estudos confirmam esse fato:

Quando um japonês muda-se para os Estados Unidos, por exemplo, a probabilidade do surgimento de alguma espécie de câncer alcança a nossa em apenas uma ou duas gerações.

Em relação ao tratamento, nossa medicina oficial ainda utiliza os mesmos recursos há décadas, ou mesmo séculos: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, e mais recentemente, a imunoterapia. Está em vias de surgir em breve a terapia genética, mas esta, antes mesmo de sua aplicação, já é questionada quanto à sua eficácia.

“Se o câncer se transmitisse sobretudo geneticamente, as crianças adotadas teriam a taxa de câncer de seus pais biológicos e não a de seus pais adotivos. Na Dinamarca, onde existe um registro genético detalhado que traça as origens de cada indivíduo, os pesquisadores encontraram os pais biológicos de mais de mil crianças adotadas ao nascer. Sua conclusão, publicada na maior revista de referência em medicina, o New England Journal of Medicine, nos obriga a modificar todas as nossas perspectivas sobre o câncer: herdar genes de pais biológicos mortos de câncer antes dos 50 anos não tem nenhuma influência sobre o risco de a própria pessoa desenvolver um câncer. Por outro lado, a morte por câncer de um pai adotivo (que não transmite nenhum gene, mas transfere seus hábitos de vida) multiplica por cinco o risco de a pessoa morrer de câncer também. Esse estudo mostra que são exatamente os hábitos de vida – * o terreno -, e não os genes, os principais implicados na suscetibilidade ao câncer. Todas as pesquisas sobre o câncer concordam: os genes contribuem no máximo com 15% para a mortabilidade do câncer. (Servan-Schreiber)

Acrescenta, ainda, Schreiber:

Outro estudo, do Instituto Karolinska na Suécia – o órgão encarregado de fazer a lista de candidatos ao prêmio Nobel -, mostra que gêmeos geneticamente idênticos geralmente não compartilham o risco de contrair câncer. Os pesquisadores concluem – sempre no New England Journal – que os fatores genéticos herdados têm uma contribuição pouco importante na suscetibilidade à maior parte dos neoplasmas (neoplasma = câncer). Este resultado indica que o meio-ambiente – *o terreno – desempenha o principal papel entre as causas dos cânceres comuns”.

Toda a imensa verba destinada à pesquisa da cura do câncer, ainda é direcionada, e restringida para melhores, mais eficazes e menos danosas quimioterapias e radioterapias. Por que parte desse investimento não se destina a novos modelos mais promissores e menos invasivos?

Existem outras formas de terapêutica destinadas ao câncer. Infelizmente a nossa medicina oficial teima em chamá-las de alternativas. Sob o manto desse termo pejorativo estão a fitoterapia, a homeopatia, a psicoterapia, dentre outras.

Por qual razão essa medicina que se diz a única verdadeiramente científica, essa religião não dogmática e nada preconceituosa; não se dispõe a verificar seriamente a eficácia, ou não, desses métodos “alternativos”, antes de rotulá-los como crendice?

A homeopatia tem suas medicações específicas para o câncer, a fitoterapia também tem as suas, assim como a psicoterapia de base psicossomática, aliada a técnicas como a EMDR (dessensibilização e reprocessamento pelo movimento dos olhos) que alivia o estresse pós-traumático ( além de fobias e síndrome do pânico ); tendo em vista que, não raro, as doenças mais graves se manifestem alguns meses após um forte abalo emocional.

Se, como vimos, um somatório de fatores causa o câncer, o tratamento deveria ser múltiplo, combatendo cada um desses elementos.

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