Rótulos e julgamentos

Não julgue para não ser julgado

Aprendemos que não devemos julgar porque “com a vara que medirdes, sereis medido” não é verdade? No entanto, julgar é o que mais fazemos…

O Facebook é testemunha ocular do fenômeno. Em tempos de crise política, como a que estamos vivendo agora, as postagens se dirigem aos governantes: “ladrão”, “corrupto”, “mentiroso” é o que se lê muitas vezes de pessoas aparentemente normais, ao lado de mensagens do mesmo perfil falando de amor, paz e esperança…

Tempos atrás vi ataques a uma apresentadora de TV “vegetariana há 20 anos” que estava fazendo propaganda de um frigorífico: “olha o que o dinheiro não faz”, “hipócrita” foram alguns adjetivos que ela recebeu…

O que estas pessoas não percebem é que, ao julgar alguém, estão revelando quem na verdade são, estão externalizando sua sombra e, por associação, igualando-se ao objeto da crítica. É uma projeção, que mentalmente nos transforma em alguém “melhor” porque, implicitamente, estamos dizendo que não cometemos aqueles delitos…

Verdade? Será que somos puros o suficiente pra atirar a primeira pedra?

Assim como julgamos pessoas, costumamos rotular situações, taxando-as como “boas” ou “ruins” – e evidentemente nos comportando conforme o rótulo que nós mesmos damos a eventos que SEMPRE são intrinsecamente neutros.

Quando faz sol: “ah que dia lindo” – e ficamos bem…

Se chove: “que dia horrível” – e nos sentimos mal…

Qual é o sentido disto, a não ser criar mais infelicidade onde ela não existe?

 

Rafael Zen
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Somos seres essencialmente espirituais, vivendo uma experiência material. E nessa extraordinária jornada, tudo vale a pena ser vivido!...
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