Que lembranças você tem ao recordar seus pais: o que está escrito em suas paredes!

Depois do nosso ultimo artigo, talvez você esteja pensando: então quer dizer a culpa de tudo é dos meus pais? Preparado para a resposta? Então vamos lá: não, não é bem assim… ou melhor, não é nada disso!

Ficaria muito fácil pra nós, novamente, atribuirmos nossas responsabilidades para outras pessoas: sou assim porque meus pais me fizeram assim, ajo desta forma porque aprendi a ser assim, a culpa não é minha e por aí vai… desculpas e mais desculpas pra continuarmos do jeito que somos…

Em realidade, nossos pais apenas contribuem (de forma certa ou errada) para nossa formação nos ajudando a despertar certas características latentes. E só! Por isso, mais uma vez, se quer olhar para o único responsável por tudo, pare de correr pelo mundo e vá ao único lugar certeiro: seu espelho!

Mas como assim? Pra entender um pouco melhor, precisamos apelar para um conceito da física quântica que diz que, antes de existir a matéria, existe a consciência. Portanto, antes deste corpo se desenvolver – com suas tendências e debilidades – o real formador dele já existia. Se isso parece um pouco abstrato pra você, o conceito de reencarnação cai como uma luva. Se isso lhe parece ainda mais abstrato ou desconfortável, não se preocupe, basta entender que de certa forma trazemos nossos ancestrais em nosso sangue – portanto, seus impulsos, instintos e forma de agir estão presentes em nós mesmo diversas gerações depois – e a isso chamamos tendências hereditárias.

É importante entender este conceito para assumirmos a total e verdadeira responsabilidade por tudo. Novamente, somos co-criadores e responsáveis por nossas escolhas e suas consequências, de forma direta ou indireta. Mas vou dar um exemplo pra ficar ainda mais compreensível: atendi um casal com um filho de 10 anos, prestativo e brincalhão. A queixa: se ele tivesse um dia maravilhoso no parque, com a família, passeando, mas ao final os pais dissessem “vai tomar banho agora ao invés de assistir TV”, o menino saía chorando e dizendo “vocês nunca me deixam fazer o que eu quero” – e não era bem assim! Quando, eventualmente, ele não podia fazer o que queria, o dia inteiro tinha valido de nada.

Frases como “eu nunca posso…”, “meu pai sempre briga…”, “minha mãe nunca deixa…” eram repetidas por ele SEMPRE que era contrariado. Não era verdade, mas a intensa repetição desta idéia estava fazendo com que isso se tornasse uma crença forte e o transformasse numa criança amargurada. Seguindo este ritmo, seguramente na idade adulta suas lembranças sobre a infância seriam tristes (embora falsas), baseadas em algo que ele afirmava para si próprio quando sua vontade não era feita do seu jeito.

Esta foi uma situação bem interessante porque ficou muito claro que nem pai nem mãe traziam essa característica. Foi algo que ele aparentemente herdou da avó, mesmo sem nunca ter tido contato com ela…

Essa foi uma oportunidade de aprender na prática como nós nublamos nossas lembranças, como por vezes enxergamos algo que não correspondia com o momento; vemos o mundo com óculos coloridos e achamos que todo o ambiente tem aquela cor… Nos enganamos com o que vemos e passamos a acreditar piamente que vimos a verdade… Guardamos lembranças que nem sempre correspondem a realidade, no entanto vivemos como se fosse assim… e no fim de tudo dizemos: oh, pobre de mim! rsrs…

É, realmente somos criaturas únicas – e confusas! Felizmente, estamos vivendo um momento de nova consciência em nosso mundo, um momento que nos possibilita passar por intensas transformações internas de forma rápida e sem dor. No entanto, toda mudança verdadeira precisa sempre passar por uma etapa primordial chamada perdão.

Bem, certas ou erradas estas lembranças tem peso emocional e nos influenciam até hoje, nos condicionando e ditando nossas regras e limitações.

Na semana passada atendi a um cliente que, entre outras coisas, sentia muita preguiça de fazer exercícios – que por questões de saúde, eram recomendação médica. Trabalhando por cerca de 1:30h ele descobriu um sentimento de “sentir-se fraco”, incapaz de se exercitar. Continuando a sessão, lembrou-se de sua mãe, que repetia esta frase a ele constantemente. Limpando o sentimento, a tal preguiça desapareceu.

Por outro lado, Eike Batista, o maior milionário brasileiro, atribui a forma como sua mãe lhe criou e injetou auto-estima como ponto fundamental para seu sucesso financeiro.

Percebeu a diferença?

Então, vou perguntar novamente: que lembranças você tem ao recordar seus pais? O que você sente ao falar sobre isso? Como está sua vida hoje?

O perdão e a aceitação são a chave para o crescimento e a paz interior.

Se suas paredes internas, uma metáfora criada por Gary Craig para se referir a nossas crenças, estão lhe dizendo o contrário disso, tenho abaixo algumas frases genéricas que talvez possam lhe ajudar:

“embora a forma como meus pais me criaram não tenha sido perfeita, eu escolho perdoá-los de forma incondicional…”

“ainda que até hoje guarde mágoas da minha mãe pelas constantes humilhações que tenha recebido, eu perdôo totalmente o meu passado…”

“Mesmo que eu tenha crenças sobre minha criação, e que podem não ser totalmente verdadeiras, eu prendo com o passado e vivo meu presente de forma plena e em paz…”

Além disso, conheça o Ho´oponopono, a ancestral técnica de cura pelo auto-perdão. É bastante simples, você pode formular a frase que melhor se encaixe com a sua situação emocional e durante o tapping simplesmente pronunciar: sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato enquanto visualiza aquela pessoa que está buscando perdoar.

Depois de algumas rodadas como essa, é muito comum ouvir dos clientes: “nossa, não sei o que está acontecendo, meu pai está tão diferente…”

Obs.: se você quiser aprender um pouco mais sobre o desenvolvimento familiar e nossas tendências ancestrais herdadas, sugiro “constelações familiares” como ponto de início.

 

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Somos seres essencialmente espirituais, vivendo uma experiência material. E nessa extraordinária jornada, tudo vale a pena ser vivido!...
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