Descascando a cebola emocional

Pessoal, já assistiram ao desenho Shrek? Em certa etapa da aventura, ele dispara para o Burro (seu amigo fiel): “Burro, ogros são como cebolas” – hum, fedem! – diz o Burro… “Não têm camadas…” rsrs… Bem, assim somos nós também!

Assim como os ogros, digo, as cebolas, nossas emoções também costumam estar encapsuladas uma dentro de outra – embora nossa consciência ordinária costume perceber apenas a externa. Sabe aquela sensação que mais te incomoda: uma tristeza, uma mágoa, uma preguiça, uma insegurança… Pois é, este é o resultado de algo mais profundo. Você já viu uma casca de cebola brotando no pé sem o miolo?

Este é o grande diferencial de técnicas energéticas como a EFT – ela permite chegar núcleo da questão rapidamente. Quanto mais específico você for, mais próximo do problema central (ou gerador emocional) você se encontra. Encontrando o problema, a mudança é relativamente rápida.

Vou dar alguns exemplos:

  • Atendi certa vez um jovem com preguiça de estudar. Gostava de ir pro colégio, mas não queria estudar em casa. Durante as rodadas de EFT lembrou-se que durante a infância era obrigado pela mãe a estudar em casa sozinho – e ele não gostava de solidão. Sua mente criou associações estudar x solidão, portanto, preguiça de estudar era o resultado de “não quero ficar sozinho”.
  • Em outra situação, a cliente relatou uma tristeza e angústia recorrente ao acordar pela manhã. Um pouco de EFT mostrou que ela sentia-se assim na realidade porque sentia-se sozinha. Procurava um companheiro, mas tinha medo de encontrar um relacionamento que pudesse ser como o ex-marido. Na realidade, medo era o núcleo do problema.

Geralmente, racionalmente, não fazemos o vínculo entre aquilo que nos impede de avançar e as lembranças que a EFT traz a tona. Evidente, se já tivéssemos consciência disto, nem precisaríamos nos tratar!

Agora mesmo no Orkut li uma mensagem em que o uso da EFT estava aflorando mais sentimentos negativos durante a aplicação – e a pessoa perguntava: “dever ter alguma coisa errada comigo!” Não, definitivamente este é um caso normal, falta experiência pra entender a profundidade da questão.

Vamos entender mais um pouco: você tem problemas com peso? Auto-estima? Prosperidade? Insegurança? Depressão? OK, mais uma vez tudo isso são apenas os resultados de sentimentos ainda mais profundos. É como uma doença: quem quer ficar doente? Quem quer ser infeliz? Racionalmente ninguém busca estes desequilíbrios – mas eles existem por conta de nossa inconsciência. Não fosse isso, viveríamos mais, teríamos melhores relacionamentos e seríamos abundantes em todos os aspectos de nossas vidas (e não estou me referindo apenas a dinheiro!).

Nossos sentimentos profundos nos fazem tomar decisões (geralmente erradas) como forma de anestésico. Alguém poderia ser namorador como forma de atenuar suas carências, buscar um emagrecimento através de regimes ou remédios para ter aceitação e até mesmo adoecer para não ter compromissos! Nenhuma destas atitudes nos fortalece ou nos traz crescimento, apenas obscurece o real motivo destas decisões. Mas é apenas uma questão de tempo: a tristeza e o vazio aparecem novamente, cedo ou tarde…

Vou dar mais um exemplo pra ficar bem gravado: atendi um homem, cerca de 55 anos, policial civil que me procurou porque precisava fazer exercícios físicos mas não tinha motivação. Cerca de uma hora depois do início chegamos a sua infância: sua mãe lhe dizia que ele era “muito fraquinho e não servia pra nada”. Nada, em sua mente subconsciente significava, entre outras coisas, fazer exercícios. E no fim da sessão ele percebeu que até mesmo sua escolha profissional era resultado deste sentimento de incapacidade, era a forma de provar que “ele era bem forte até mesmo para ser policial”…

Como fazer então?

Primeiro: papel e caneta na mão. Quando se trabalha com terapias energéticas, toda e qualquer informação, sensação, insight são importantes. Quando uma destas informações surgir, siga o curso da maré, não resista, ACEEEEITEEEE! Esta é a chave: deixe que a energia do momento conduza você até novos estados na busca por aquilo que verdadeiramente está gerando o conflito. Não lhe parece racional? Não se preocupe, você se acostuma com a prática!

Segundo: não desista caso sensações ruins apareçam – a isto Gary Craig chama “EFT de segunda mão” – quando você interrompe o tratamento ao aflorar algum conteúdo emocional desconfortável. Na verdade, elas estavam ali, dentro de você durante todo esse tempo – você apenas se deu conta delas agora ou, em outras palavras, tomou consciência disto – tentou esquecer as causas com um anestésico ou usou a famosa frase “deixa pra lá!”.

Como se pode ver, o subconsciente nunca esquece – mas essa é a parte mais interessante: as respostas já estão conosco, basta encontrar o mapa que nos permita nos conectarmos a elas.

 

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Somos seres essencialmente espirituais, vivendo uma experiência material. E nessa extraordinária jornada, tudo vale a pena ser vivido!...
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2 thoughts on “Descascando a cebola emocional

  1. Compreensivo e bastante interessante!. Aflora alguns sentimentos ruins mas consigo ver também sentimentos de gratidão. Observando os ruins imperam sempre! Por onde começar? Preciso voltar a sorrir…
    Obrigada!

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