A conexão psicofisiológica

Alguns casos dramáticos

Sabemos que a conexão psicofisiológica (ou a relação mente x corpo) desempenha papel crítico no desenvolvimento da doença – assim como no restabelecimento da saúde. Mas qual é a extensão desta coneção?

Os casos abaixo, extraídos do excelente livro “Conexão Saúde – de Deepak Chopra” ilustram muito bem esta situação!

Caso 1

O sr. Avery, executivo de 42 anos de idade, telefonou-me para relatar que há vários meses vinha sentindo dores moderadas e intermitentes no peito. Pela descrição que fez, parecia tratar-se de angina, que ocorre com a diminuição do fluxo de sangue para o coração. O paciente contou que as dores sobrevinham quando ele estava deprimido, agitado ou ansioso para cumprir os prazos no trabalho. Quando fazia exercícios, não sentia dores. Esse fato sugeria que a dor era causada pelo espasmo das artérias coronarianas, e não pelo seu enrijecimento. Aconselhei-o a passar no consultório para um check-up. Ele ficou contrariado e disse que “não podia” abandonar os negócios nem por um minuto.

Mas a frequência das dores aumentou, e ele finalmente concordou em fazer uma consulta. Como teve de esperar quinze minutos para ser atendido, ficou muito agitado e começou a gritar com a recepcionista, dizendo que era um homem ocupado demais, que não tinha tempo a perder e que eu não deveria ter marcado urna hora se não pudesse atendê-lo imediatamente. Estava muito nervoso quando o examinei — disse que os médicos achavam que só o tempo deles era precioso e que não tinham nenhuma consideração pelos pacientes. Depois do exame, informei-o de que provavelmente estava tendo ataques de angina. Em minha opinião, deveria ser internado para exames mais detalhados.

Ao ouvir isso, o sr. Avery perdeu o controle. Esbravejando, respondeu que não podia seguir meu conselho. Vi que espumava e que perdia a cor. Nesse momento, levou a mão ao peito e desabou no chão. Era óbvio que havia tido um ataque cardíaco. Tentei reanimá-lo, mas em vão. Vinte minutos depois de entrar em meu consultório, ele estava morto. A autópsia confirmou as suspeitas: infarto do miocárdio. Mas ela também revelou que as artérias estavam limpas; não havia nenhuma obstrução. O ataque fora causado pelo espasmo dos vasos, por sua vez provocado pela hostilidade, pelo ressentimento, pelo medo e pela exagerada sensação de importância. O sr. Avery foi morto em questão de minutos pelos próprios pensamentos. Já detalhei o mecanismo que leva a esse fenômeno, mas, basicamente, fortes emoções negativas, hostilidade e medo induzem a complexas alterações fisiológicas através da liberação de hormônios do eixo hipófise-suprarrenais. É difícil descrever a dramática, rápida e complicada mudança que ocorre no organismo, mas sabemos que a pressão arterial e os batimentos cardíacos sobem, e mesmo as artérias coronarianas sofrem espasmos, como neste caso.

Caso 2

Fui solicitado a atender um paciente de 46 anos de idade, o sr. Patel, internado na ala de doentes cardíacos de um hospital escola de Boston. Ele tinha vindo da Índia para uma série de conferências de negócios, e sofreu um ataque cardíaco. Na Unidade de Terapia Intensiva, desenvolveu uma arritmia perigosa, ou seja, uma anomalia que prejudica a contração do músculo cardíaco e dificulta o bombeamento do sangue. O paciente apresentava o tipo mais sério de arritmia, chamada fibrilação ventricular. Isso significa que as batidas do coração do sr. Patel eram virtualmente ineficazes. A arritmia pode se seguir a um ataque cardíaco, e é causada pela instabilidade elétrica do coração. A menos que o paciente seja imediatamente reanimado, em geral pela aplicação de choques elétricos no peito, a morte advém rapidamente. O sr. Patel já havia passado por vários episódios de fibrilação, e não sabíamos por que isso acontecia. Era claro, entretanto, que se o processo continuasse por mais tempo, ele não sairia vivo do hospital. Quando conversei com ele, soube que estava muito preocupado com a conta do hospital. Como era estrangeiro, não tinha nenhum seguro médico, e já havia escutado que, “na América, se você não tiver cobertura e precisar ser internado, vai passar o resto da vida em débito”. Disse-me que preferia morrer a ter de passar o resto da vida devendo dinheiro. Assegurei-lhe que esse problema seria bem encaminhado e que, sem que ele soubesse, a empresa em que trabalhava havia providenciado seguros para ele e toda a delegação. Quando ouviu as boas-novas, os sinais vitais se estabilizaram, e ele não sofreu mais nenhum surto de fibrilação. Teve alta em três semanas e voltou para casa na semana seguinte, totalmente livre dos sintomas que apresentava. Se ele não tivesse sido tratado a tempo, suas preocupações o teriam matado. Eu nunca soube quem pagou a conta do hospital.

Caso 3

O sr. Badgett, um advogado de 35 anos, foi parar no pronto-socorro com queixas de dores generalizadas no peito. Depois de um exame cuidadoso, o médico garantiu-lhe que estava tudo bem; eram dores musculares. Logo que chegou em casa as dores voltaram, e ele retornou ao pronto-socorro. Dessa vez eu fui vê-lo. Depois de um exame clínico completo e de verificar o eletrocardiograma que havia feito da primeira vez, cujo resultado fora normal, decidi deixá-lo em observação devido à profunda ansiedade que apresentava. Vinte e quatro horas depois, descobri que havia algumas irregularidades no eletro, que sugeriam que o coração sofrera algum dano. Quando o sr. Badgett deu entrada no pronto-socorro, essa anomalia não foi notada. Quando eu o informei do problema, o paciente ficou muito nervoso. Disse-me que iria processar o hospital e o médico que primeiro o atendeu por “incompetência”. Apesar de minhas advertências para que se acalmasse, ele passou as duas horas seguintes ligando para os colegas e tomando as providências para “um processo que vai dar uma lição nesses idiotas”. Sua pressão subiu muito, e não consegui baixá-la com medicamentos. Uma hora depois, ainda falando ao telefone, teve novo surto de dores no peito. Dessa vez, morreu na hora. A autópsia revelou ruptura do miocárdio, ou seja, um rasgo na região enfraquecida do coração. O rápido recrudescimento do problema e a morte do paciente foram causados diretamente por seus pensamentos.

Caso 4

O sr. Casey, 64 anos, vendedor de seguros e fumante inveterado, consultou-me para exames de rotina. Não tinha sinais de doença e se sentia perfeitamente bem, mas como fumava, mandei que fizesse um raio X. A chapa mostrou uma grande lesão na parte inferior do pulmão esquerdo. Uma série de outros exames revelou que a lesão era câncer. Mais tarde, examinando um raio X feito cinco anos antes, vi que o pulmão já tinha uma lesão pequena, do tamanho de uma moeda, o que sugeria que o câncer vinha se desenvolvendo devagar nos últimos cinco anos. De qualquer modo, até então o paciente não apresentara nenhum sintoma da moléstia. Entretanto, depois de conhecer o diagnóstico, seu estado piorou rapidamente. Em três dias estava tossindo sangue, em três semanas a tosse era incontrolável e ele começou a sentir falta de ar. Morreu de câncer de pulmão um mês depois. Essa história é exemplar daquilo que observo com muita freqüência: o câncer progride e mata rapidamente depois que o paciente toma conhecimento do diagnóstico. E quase como se ele morresse do diagnóstico e não da doença. Trata-se do efeito placebo às avessas, pois a morte sobrevém do pensamento “Tenho câncer, portanto vou morrer”. Através da conexão psicofisiológica, o pensamento se traduz numa seqüência de alterações patológicas, e o estado do paciente se deteriora rapidamente.

Caso 5

A senhora Di Angelo, 63 anos, foi internada com icterícia. A doença se caracteriza pelo amarelado da pele e da esclerótica (o branco dos olhos), mas, neste caso, achamos que os sintomas eram provocados por cálculos biliares. Por isso a paciente foi preparada para uma cirurgia. Quando abrimos seu abdômen, descobrimos que não havia cálculos, mas sim um câncer de vesícula que já havia tomado toda a cavidade abdominal e o fígado. A paciente foi considerada inoperável, e imediatamente fechamos o corte. Enquanto a senhora Di Angelo ainda estava na sala de recuperação, informei o diagnóstico à filha. Ela insistiu para que a mãe não soubesse: “Conheço minha mãe. Vai morrer logo se lhe disser que tem câncer”. Com certa relutância, disse à paciente que ela tinha mesmo alguns cálculos, mas que estava tudo resolvido. Pensei que a filha ia lhe contar a verdade algum tempo depois. Também achava que ela não sobreviveria mais que alguns meses. Oito meses depois, a senhora Di Angelo foi a meu consultório. Parecia radiante e saudável. Não havia nenhum indício clínico do câncer. Ela ainda me consulta regularmente, e está totalmente livre da doença. Na última consulta, disse-me: “Doutor, há três anos, quando fui internada com icterícia, eu tinha certeza de que era câncer. Fiquei tão aliviada quando o senhor retirou os cálculos que me convenci a nunca mais ficar doente”. Este é um dos casos mais surpreendentes com que já me defrontei. Aqui, o placebo não foi uma droga, mas uma cirurgia. Embora inútil do ponto de vista clínico, a operação levou à cura completa. Na verdade, o que fez a paciente viver foram seus pensamentos.

Caso 6

O sr. Keller, um homem de negócios de 54 anos de idade, foi internado com hemorragia provocada por uma úlcera de duodeno pela terceira vez em três anos. O estudo cuidadoso de seu histórico revelou que os três episódios haviam acontecido no mês de abril. Acontece que, como todo mundo, o sr. Keller não gostava de pagar imposto. Quando o interroguei, admitiu que a época da declaração de renda era muito estressante para ele. Também soube que ele costumava fazer “alguns ajustes justificáveis” — da ordem de vários milhares de dólares — nos rendimentos a fim de pagar menos imposto. Esses “ajustes”, entretanto, também lhe causavam sentimento de culpa e apreensão. Como muitos pacientes propensos a úlceras, o descontentamento do sr. Keller consigo mesmo se refletia em sintomas físicos — o estômago começou literalmente a digerir a si próprio. Quando entendeu o que causava as hemorragias, o paciente decidiu que não valia a pena continuar com aquilo. Passou a declaração de renda para um contador e instruiu-o a fazer contribuições ao fundo anônimo que a Receita Federal dos Estados Unidos mantém exatamente para esse tipo de pessoas. Desde então o sr. Keller vem pagando alguns milhares de dólares a mais em impostos, mas economiza ainda mais em contas de hospital, além de gozar de melhor saúde. Este caso não chega a surpreender, pois há muito tempo sabemos que as úlceras estão intimamente ligadas ao estresse.  Mas só recentemente os especialistas confirmaram que bastam pensamentos ansiosos para que o estômago aumente a produção de suco gástrico e desenvolva úlceras. O dr. Herbert Weiner, especialista na área, afirma que isso aconteceu porque os médicos desconhecem o mecanismo exato pelo qual “eventos significativos” dão origem à doença, e assim tendem a não acreditar nessa conexão. Outro motivo para a demora desse reconhecimento é o fato de que os pesquisadores procuram “uma série de eventos ou uma única reação emocional comum a todos esses pacientes”. Mas é claro que os portadores de úlceras passam por experiências diferentes ao longo da vida. O dr. Weiner concluiu — e eu concordo inteiramente com ele — que os fatores externos não são a causa principal, “mas o significado que eles têm para cada pessoa”. Segundo ele, a conexão psicofisiológica continua sendo negligenciada pela medicina porque “ainda não foi criado nenhum instrumento capaz de medir a importância de um acontecimento para os indivíduos”. Mas é exatamente isso o que liga todos estes casos.

Caso 7

Eu tinha acabado de montar consultório em uma comunidade situada a 35 quilômetros de Boston. Do grupo de médicos ao qual me associei faziam parte dois especialistas em doenças cardíacas. Era um domingo e, neste, eu estava de plantão. Depois das visitas rotineiras aos pacientes de um hospital, peguei o carro e comecei a me dirigir para o próximo destino, 7 quilômetros à frente. Imediatamente, meu bip tocou. Eu devia ligar para uma tal sra. Johnson, que estava num dos grandes hospitais-escola de Boston. A operadora da central parecia ansiosa, e por isso parei no primeiro telefone público que encontrei. Do outro lado da linha, uma voz histérica atendeu. — Doutor Chopra — ela disse —, meu marido tem uma cirurgia cardíaca marcada para amanhã e agora quer desistir! A sra. Johnson me procurava porque o marido era paciente de um de meus colegas. Ele tinha angina. Temendo que ele sofresse um ataque cardíaco fulminante se não fosse operado logo, o médico o havia internado para uma cirurgia de emergência. O hospital em questão era um dos mais famosos do mundo, e a cirurgia seria feita pelo dr. W., um especialista mundialmente conhecido.

— Por que ele quer desistir? — perguntei.

— Porque não gosta do dr. W.

— O que ele não gosta no dr. W.?

— Nada em particular, apenas não gosta.

— Senhora Johnson — respondi com impaciência —, pessoas de todo o mundo procuram o dr. W. Ele é conhecido pela competência, e o hospital em que seu marido está é um dos mais famosos do mundo. Dos sheiks do Oriente Médio às estrelas de Hollywood, todos vêm para cá. Menos de 1 por cento dos pacientes que passam por essa cirurgia morrem. Sem ela, porém, o prognóstico é sombrio. Seu marido tem angina e pode sofrer um ataque cardíaco cuja taxa de mortalidade é muito maior que 1 por cento. Se ele não quer fazer a cirurgia, problema dele, mas não é possível que a razão seja apenas o fato de ele não gostar do dr. W. Então a sra. Johnson perguntou se não podia falar diretamente com o dr. F., o cardiologista do marido.

— Ele entenderia meu marido. Não é nada contra o dr. W. Na verdade, ele foi muito atencioso e explicou pacientemente toda a cirurgia. Acontece que meu marido não gostou dele como pessoa, o senhor sabe, é apenas uma sensação.

Eu estava me atrasando; tinha de ir para o pronto-socorro de outro hospital e não conseguia entender o que ela tentava me dizer.

— É a noite de folga do dr. F. — respondi irritado. — De qualquer maneira, acho que ele viajou. Acho que seu marido tem muita sorte de estar num hospital excelente. O dr. F. teve muito trabalho para colocá-lo lá, e acho que seu marido deve fazer a cirurgia ou então vai ter problemas. A senhora me desculpe, mas tenho que desligar. Preciso atender uma emergência.

Na manhã seguinte, relatei essa conversa a meu colega, o dr. F. Enquanto eu falava, ele correu para o telefone.

— Aonde vai? — perguntei.

— Cancelar a cirurgia. Você vai aprender, Deepak, que não se deve mandar um paciente para a mesa de cirurgia se ele não confiar no médico. — Depois de um momento, ele pôs o fone no gancho. — Tarde demais; ele já está sendo operado. Naquela noite, o famoso cirurgião ligou para meu colega para dar-lhe a má notícia. Acontecera uma complicação imprevista e muito rara quando estavam retirando o sr. Johnson do aparelho de circulação extracorpórea. Apesar das tentativas de reanimação, ele morreu ali mesmo.

Caso 8

Quando era quartanista na Índia, fui designado para examinar um paciente com câncer de pâncreas em estado terminal. Ele tinha 70 anos e se chamava Laxman Govindass. Além de estar muito doente, o homem se sentia um tanto perplexo por estar em um hospital moderno cheio de máquinas sofisticadas e médicos de expressão grave. Os especialistas que o atendiam eram acadêmicos que passavam longas horas ao lado de seu leito discutindo com os residentes toda a patologia do câncer de pâncreas e suas manifestações clínicas. Depois saíam para cuidar de outro caso sem ao menos perguntar ao sr. Govindass como ele se sentia. Os doutores cuidavam muito bem de seus problemas de saúde, mas não tinham tempo de falar com ele. Como estudante de medicina, eu tinha de fazer apenas três exames por semana, e por isso tempo para conversar era o que não me faltava. Em poucos dias ficamos amigos. Soube que ele era fazendeiro de um município vizinho, que tinha três filhos crescidos que cuidavam da fazenda, que já havia bebido muito e por isso a família o havia deserdado. Quando ficou doente, um dos filhos levou-o ao hospital e despediu-se dizendo: “Acho que vai morrer!” Naturalmente, o paciente não gostou muito de se ver em um hospital. Além disso, sem o efeito anestésico do álcool, ele agora se dava conta das dores no abdômen. Seu estado se agravou rapidamente, e as dores aumentaram. Descobriu que os médicos se interessavam mais pela doença do que por ele. Sem o conforto da família, logo começou a desejar a morte. Todas as noites, eu passava mais ou menos uma hora com ele, sem trocar muitas palavras. Tínhamos plena consciência de que não lhe restava muito tempo. Então, fui designado para trabalhar na pequena enfermaria do posto de um município a 350 quilômetros dali. Fui me despedir do sr. Govindass sabendo que ele poderia não estar vivo quando eu voltasse, dali a um mês. Entretanto, mantive a pose e disse:

— Sr. Govindass, nos vemos daqui a um mês.

Ele sorriu e respondeu:

— Agora que vai embora não tenho nenhuma razão para viver; vou morrer.

Ele já estava morrendo; definhava a olhos vistos e não pesava mais de 40 quilos. Era um milagre ainda estar vivo. Sem saber o que dizer, murmurei:

— Não seja bobo. Não pode morrer antes de eu voltar.

Fui embora. O local para o qual fui designado não tinha funcionários suficientes, e eu fazia o trabalho de quatro. Envergonho-me de contar que mal pensava em meu amigo moribundo. Um mês depois, havia quase me esquecido dele. Entretanto, quando voltei ao hospital, vi seu nome na enfermaria. Meu coração disparou. Comecei a suar frio. Não podia acreditar que ele ainda estivesse vivo. Corri para seu leito. O velho estava lá, em posição fetal. Era todo pele e ossos, exceto por um único detalhe: os grandes olhos penetrantes, que vasculharam os mais profundos recessos de minha alma.

— Você voltou — ele murmurou. — Disse que não podia morrer sem vê-lo outra vez. Agora já vi! — Fechou os olhos e morreu com um suspiro.

Fiquei profundamente perturbado. Não podia me perdoar por ter prolongado aquela agonia. Senti-me infeliz e culpado. Acordava várias vezes no meio da noite sentindo aquele olhar acusador. Jamais esquecerei o senhor Laxman Govindass. Foi através dele que tropecei na conexão psicofisiológica.

Siga-me!

Rafael Zen

Eu sou fascinado pelos mistérios e conexões entre o corpo, a mente e a consciência. E o que poderia existir de mais transformador do que o conhecimento de si mesmo?
Siga-me!

Últimos posts por Rafael Zen (exibir todos)

One thought on “A conexão psicofisiológica

Comente! Sua opinião é importante pra nós!